domingo, 8 de março de 2015
terça-feira, 3 de março de 2015
ANAGA @ BOCADA FORTE - ENTREVISTA
AORI: “A IDEIA ERA FAZER HEADPHONE MUSIC”
AORI, a metade rimática do lendário Inumanos, trabalha na divulgação deANAGA, seu mais recente EP. Com sons totalmente diferentes das experimentações que fez ao lado do DJ Babz, o MC apresenta maturidade para lidar com assuntos que vão do humor ao papo família, passando pelo conceito de resistência no hip hop. O BF trocou uma ideia forte com Aori, o artista fala do início de sua carreira, suas incursões no mundo do experimentalismo e a importância de ter personalidade e estilo no rap. O MC também aborda temas como racismo e apropriação cultural.
Bocada Forte: Como iniciou seu envolvimento com as batalhas de MC?
Aori: Participei da batalha do evento Duloco em 1998. Napoli, Kamau, Marechal, Black Alien, Max B.O, Akin, Rhossi e JL estávamos todos no palco trocando rimas, foi a partir daí que meu trabalho começou a ser falado em São Paulo.
Aori: Participei da batalha do evento Duloco em 1998. Napoli, Kamau, Marechal, Black Alien, Max B.O, Akin, Rhossi e JL estávamos todos no palco trocando rimas, foi a partir daí que meu trabalho começou a ser falado em São Paulo.
Depois, no Rio de Janeiro , logo após o fim da Zoeira [evento de hip hop], num sabádo, Eu, Marechal, e Akira fundamos a Batalha do Real. O filme do Eminem [8 Mile] ajudou muito a espalhar a ideia.
Bocada Forte: Apesar de uma outra corrente ter começado uma certa mudança no hip hop, em 2000, o rap ainda tinha forte pegada periférica e estética gangsta. Os artistas de mais destaque seguiam esta linha. Ficando no campo das letras, como foram as primeiras ideias do Inumanos?
Aori: As primeiras ideias foram “Polegar opositor”, “Brutal crew” e uma música chamada “Guerra”. Eu e o DJ Babz passávamos os dias pesquisando discos antigos e obscuros e técnicas de gravação caseira. Nós 2 estudávamos desenho pra história em quadrinhos, o que acho que isso influiu muito na concepção do projeto. Misturando essas influências – videogames, quadrinhos, a gente chegou nessa mistura afro-futurista. A gente sempre curtiu o som gangsta, mas também curtíamos outros estilos musicais, outras referências . As letras eram colagens disso tudo, muitas vezes trocando o tema gangsta/periférico por algo centro/nerd, a gente estava na rua, mas nossa pegada era outra.
Aori: As primeiras ideias foram “Polegar opositor”, “Brutal crew” e uma música chamada “Guerra”. Eu e o DJ Babz passávamos os dias pesquisando discos antigos e obscuros e técnicas de gravação caseira. Nós 2 estudávamos desenho pra história em quadrinhos, o que acho que isso influiu muito na concepção do projeto. Misturando essas influências – videogames, quadrinhos, a gente chegou nessa mistura afro-futurista. A gente sempre curtiu o som gangsta, mas também curtíamos outros estilos musicais, outras referências . As letras eram colagens disso tudo, muitas vezes trocando o tema gangsta/periférico por algo centro/nerd, a gente estava na rua, mas nossa pegada era outra.
Bocada Forte: Vamos falar do Volume 10, seu primeiro álbum. Já tinham a ideia de subverter a cena rap quando estavam produzindo este disco? O quanto sua experiência no rock influênciou na elaboração do CD?
Aori: Quando a gente foi gravar nossa primeira música, a “Brutal crew”, dois dias antes de fecharem o CD Zoeira Hip Hop, o Damien nos mostrou um beat com um belo Sample orquestral. O que a gente fez? Pedimos a ele que abaixasse o pitch do som até virar aquele som fantasmagórico que geral conhece . O Babz usou aqueles samples loucos no refrão e, em todas as linhas da rima, eu finalizo em proparoxítonas!
Aori: Quando a gente foi gravar nossa primeira música, a “Brutal crew”, dois dias antes de fecharem o CD Zoeira Hip Hop, o Damien nos mostrou um beat com um belo Sample orquestral. O que a gente fez? Pedimos a ele que abaixasse o pitch do som até virar aquele som fantasmagórico que geral conhece . O Babz usou aqueles samples loucos no refrão e, em todas as linhas da rima, eu finalizo em proparoxítonas!
Então a gente veio pra fazer algo diferente mesmo, nossa maior contribuição era fazer o som e ter a postura mais original possível . A gente já tinha tido umas bandas de rock, curtia drum ‘n’ bass, eu era MC da festa febre, o Babz era metaleiro, isso tudo somou pra gente. Nossa experiência no rock nos ensinou que era mais prático ser um MC e um DJ (risos).
Bocada Forte: O Aumenta o Volume, de 2009, é mais uma coleção de sons que estavam guardados ou o planejamento foi outro? Conte um pouco sobre a produção desse disco.
Aori: A gente lançou essa mixtape como teaser de um próximo disco, com algumas ideias novas, mas essa mix não teve o retorno que esperávamos. Não sei se foi o timing, mas a gente esperava mais desse trabalho. Fica o registro das ideias daquela época. Esse disco foi todo produzido no estúdio que o Babz tinha em Santa Teresa. Na real era um PC, uma MPC 3000 e um microfone velho. A música título foi gravada lá . Essa mixtape também foi uma limpada na gaveta do Campo de Concentração [estúdio de gravacão], tinham umas demos bem legais tipo a agora com a Lívia.
Aori: A gente lançou essa mixtape como teaser de um próximo disco, com algumas ideias novas, mas essa mix não teve o retorno que esperávamos. Não sei se foi o timing, mas a gente esperava mais desse trabalho. Fica o registro das ideias daquela época. Esse disco foi todo produzido no estúdio que o Babz tinha em Santa Teresa. Na real era um PC, uma MPC 3000 e um microfone velho. A música título foi gravada lá . Essa mixtape também foi uma limpada na gaveta do Campo de Concentração [estúdio de gravacão], tinham umas demos bem legais tipo a agora com a Lívia.
Bocada Forte: Nas matérias que abordam Anaga, seu novo trabalho, o seu afastamento das rimas para se dedicar ao marketing é citado. O que realmente você fez? Poderia falar sobre esse trabalho? Ainda teve alguma ligação com o rap?
Aori: Eu estudei propaganda e, depois de 10 anos dedicados ao rap, apareceu uma oportunidade de trabalho numa área que eu também gostava. Aceitei mais esse desafio e, desde então, eu trabalho na Nike do Brasil, fazendo parte da equipe de marketing. O meu trabalho hoje não envolve o rap diretamente, mas minha experiência no mundo do hip hop realmente me ajuda muito.
Aori: Eu estudei propaganda e, depois de 10 anos dedicados ao rap, apareceu uma oportunidade de trabalho numa área que eu também gostava. Aceitei mais esse desafio e, desde então, eu trabalho na Nike do Brasil, fazendo parte da equipe de marketing. O meu trabalho hoje não envolve o rap diretamente, mas minha experiência no mundo do hip hop realmente me ajuda muito.
Eu não consigo ficar com a mente parada, trabalhar com comunicação e ideias é o que eu gosto de fazer . Esse tempo todo eu produzi festas como a LUV, freestyle e edições da Liga dos MCs. Mantive o MC Lapa, um blog com várias novidades que eu atualizava quase que diariamente. Apesar de não estar gravando, eu estava ligado no que estava rolando .
Bocada Forte: Foi nesse período em outros setores da cultura que começou a criar o que seria o disco Anaga, ou deu uma parada nos outros projetos para construir este trabalho?Aori: O Anaga surgiu dessa vontade de continuar contribuindo com o mundo do hip hop, de mais uma vez humildemente trazer novas experiências e vivências para a galera. Hoje em dia, eu sei que organizando, dividindo direito o nosso tempo podemos fazer muito mais. O Anaga foi composto em viagens de avião, pontos de ônibus, anotando ideias no celular, sempre com meus beats nos ouvidos. Eu gravava todo sábado à tarde, no estúdio, na maior calma.
Bocada Forte: Mais uma vez você seguiu na contramão. Se no início dos 2000 você veio com uma abordagem diferente e com referências futuristas, agora você apresenta um trabalho que não segue a tendência bass que domina o mercado. Como foi o lance da produção dos disco?
Aori: De cara eu tentei não trazer o clima futurista pra esse projeto, afinal tudo começou como um projeto solo, então tinha que ser algo diferente do Inumanos. O processo criativo começa com um pack de beats do Martins, que tinha levadas esqueléticas. Nessa sessão, eu gravei uma do Luiz Café chamada “Não paro”. Ao falar de família e resistência, essas duas músicas deram o tom do disco. O lance desse álbum foi misturar um pouco da vibe esperta do Inumanos com a fase “brutal reflexivo” de musicas solo, como “Musa” e “Calma”, também botando o humor na frente, como em “Anaga” e “Clima”. Nesse disco, a gente não mirou a pista, a ideia era fazer “headphone music”. Acho que por isso o bass ficou de fora, mas nada impede de, num próximo projeto, a gente mexer nisso. Quando a gente analisa os valores do disco, um “funkão” tipo “Disciplina” faz muito mais sentido.
Aori: De cara eu tentei não trazer o clima futurista pra esse projeto, afinal tudo começou como um projeto solo, então tinha que ser algo diferente do Inumanos. O processo criativo começa com um pack de beats do Martins, que tinha levadas esqueléticas. Nessa sessão, eu gravei uma do Luiz Café chamada “Não paro”. Ao falar de família e resistência, essas duas músicas deram o tom do disco. O lance desse álbum foi misturar um pouco da vibe esperta do Inumanos com a fase “brutal reflexivo” de musicas solo, como “Musa” e “Calma”, também botando o humor na frente, como em “Anaga” e “Clima”. Nesse disco, a gente não mirou a pista, a ideia era fazer “headphone music”. Acho que por isso o bass ficou de fora, mas nada impede de, num próximo projeto, a gente mexer nisso. Quando a gente analisa os valores do disco, um “funkão” tipo “Disciplina” faz muito mais sentido.
Bocada Forte: Numa cena que tem muito rimador ligeiro em beat bom, mas com letras fracas, acredita que aliar forma e conteúdo é algo para poucos?
Aori: Acho que tem muito rimador genérico, falando o que agrada, sem trazer nada de novo. Poucos rappers tem um estilo definido com ideias próprias. Estilo é uma coisa muito importante no rap, e sua marca registrada. Não adianta você ter rimas fortes e não ter um estilo marcante. E isso vem muito da vontade do MC de se entregar na história que ele está contando. Se ele mesmo não acredita, não vai conseguir passar sua mensagem pra ninguém .
Aori: Acho que tem muito rimador genérico, falando o que agrada, sem trazer nada de novo. Poucos rappers tem um estilo definido com ideias próprias. Estilo é uma coisa muito importante no rap, e sua marca registrada. Não adianta você ter rimas fortes e não ter um estilo marcante. E isso vem muito da vontade do MC de se entregar na história que ele está contando. Se ele mesmo não acredita, não vai conseguir passar sua mensagem pra ninguém .
Bocada Forte: Você afirma que o EP Anaga celebra a amizade, entre outras coisas. Você acredita que está faltando isso na vida das pessoas?
Aori: Acho que está todo mundo conectado demais, sem tempo pra nada. Muitos amigos que eu mandei o link do som nem escutaram, tipo todo mundo correndo demais .
Aori: Acho que está todo mundo conectado demais, sem tempo pra nada. Muitos amigos que eu mandei o link do som nem escutaram, tipo todo mundo correndo demais .
Qual foi a última vez que você sentou pra escutar um disco? O jeito que o Anaga foi feito, como as músicas se complementam e até a duração curta do EP foram criadas para tentar facilitar isso.
Bocada Forte: Por falar em vida das pessoas. Acha que o rap poderia ser mais ativo nas questões que abalam a vida dos pretos e dos periféricos? Não falo de abordagem nas letras, falo de postura, tomada de posição, atitude.
Aori: Acho que a galera escolheu os rappers como nossos representantes e acho que falta força para o rap na vida prática das pessoas. Poucos MCs se posicionam quanto a questões importantes, e talvez por isso o hip hop não tenha tanta influência na sociedade. Mas acho que está vindo uma galera bem politizada por aí, que vai saber equilibrar o lado festa e o lado guerrilha do rap. Os dois se equilibram. Quando os dois estão equilibrados você é um rapper perfeito.
Aori: Acho que a galera escolheu os rappers como nossos representantes e acho que falta força para o rap na vida prática das pessoas. Poucos MCs se posicionam quanto a questões importantes, e talvez por isso o hip hop não tenha tanta influência na sociedade. Mas acho que está vindo uma galera bem politizada por aí, que vai saber equilibrar o lado festa e o lado guerrilha do rap. Os dois se equilibram. Quando os dois estão equilibrados você é um rapper perfeito.
Bocada Forte: Ainda insistem que só superaremos o racismo quando pararmos de falar sobre ele. O que acha disso?
Aori: Temos que falar do racismo o tempo todo! Até ele acabar. Me desculpem se é chato, mas a nossa luta continua, e isso reflete na nossa arte.
Aori: Temos que falar do racismo o tempo todo! Até ele acabar. Me desculpem se é chato, mas a nossa luta continua, e isso reflete na nossa arte.
Bocada Forte: Quando o tema é apropriação cultural, qual sua posição?
Aori: Todos são bem-vindos, desde que respeitando quem veio antes. Até pra você inovar existem fundamentos a serem estudados, por isso, antes de dizer que você está inovando, olha lá atrás. Com certeza, alguém já fez igual.
Aori: Todos são bem-vindos, desde que respeitando quem veio antes. Até pra você inovar existem fundamentos a serem estudados, por isso, antes de dizer que você está inovando, olha lá atrás. Com certeza, alguém já fez igual.
sábado, 28 de fevereiro de 2015
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015
#ANAGA RETRÔ - A RE ESTREIA DE "BRUTAL CREW" NO YO MTV RAPS
ENTORTE O PESCOÇO E VENHA NO TREM BALA DA MEMÓRIA.
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015
A BATALHA DOS NERDS !!!!
Você já deve ter visto uma Batalha Temática de Rap. Mas já viu com o universo nerd como tema? Então venha conferir rappers duelando por um prêmio de R$ 200.
A apresentação é de Marcão Baixada. E é o público que decide quem vence. Em caso de empate, o júri decide o vencedor, tendo como critério o maior número de rimas com o elemento nerd.
Venha conferir e dê a dica para os rappers que vocês conhecem. A inscrição é pelo email eventonerdzone@gmail.com.
A apresentação é de Marcão Baixada. E é o público que decide quem vence. Em caso de empate, o júri decide o vencedor, tendo como critério o maior número de rimas com o elemento nerd.
Venha conferir e dê a dica para os rappers que vocês conhecem. A inscrição é pelo email eventonerdzone@gmail.com.
A batalha rola neste sábado, a partir das 20h, no Castelinho do Flamengo, na Praia do Flamengo, 158 (Tel.: 2205-0655), com ENTRADA GRATUITA.
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015
Lançamento: Aori, “Anaga” (EP, 2015)
"Esse EP é uma celebração, uma dedicatória a cultura de rua e a amizade. O nome que assina o disco pode ser o meu, mas sem os amigos e a família ele não existiria. Considero esse trabalho uma obra composta a muitas mãos e corações . Foram os amigos, os colegas de trabalho, as famílias que me tiraram da zona de conforto e me desafiaram a voltar a escrever rimas regularmente. Nunca deixei de ser um MC na minha mente, mas foi preciso energia extra pra organizar essas histórias.
"Rewind: meu amigo Remier sempre me disse que um MC tem que ter vivência e a vida me deu nesses últimos tempos muitas estórias pra contar. Histórias diferentes do afro futurismo cyber punk lapa dos Inumanos, por isso essa assinatura solo. O processo de criação orgânico, sem pressa mas consistente, colaborativo, intimista, acabou refletindo nas rimas e batidas e na pós-produção dos meus manos Berna e Babz.
"O EP abre com 'Anaga'. Viajo nessa track como se ela fosse a trilha de abertura de um sitcom, aqueles minutos que introduzem o personagem e seu ambiente. Inumanos = Akira, ghost in the shell, Company flow . Anaga = boondocks, Childish Gambino, quadrinho underground... Esse refrão foi totalmente improvisado e a faixa título exemplifica bem a onda naturalista dos raps desse EP.
"O Marcão baixada disse após escutar a versão final do EP que tudo era meio crônica, e de certo modo, as faixas são pequenos contos mesmo, às vezes meio "about nothing", como 'Clima' que é um monte de divagações rimadas durante um dia muito quente de verão no rio. Quem é daqui ou já passou um dia desses entende e sente o que rola no seu cérebro quando o termômetro bate 40 graus, rs. Temos que andar sempre na batida, senão...
"Por falar em batidas, amizade e organicidade foi uma experiência muito legal fazer música com DJ martins a quilômetros de distância. O DJ foi meu primeiro colaborador nesse projeto, o que levou a mais uma parceria: ter o Maomé na "Levadas Esqueléticas", que acabou virando uma homenagem ao grande Speedy Freaks, executada via o scratches do meu irmão DJ Babz (peraí, mais uma colaboração?)
"Essa vibração atraiu uma joia ao nosso garimpo de batidas: DJ Nuts me perguntou sobre o que eu iria escrever, e me respondeu com "Disciplina", um hino b-boy sobre o qual eu tive a honra de equilibrar ritmo e poesia. Obrigado, DJ ! Muito funk! Na boa ter uma batida do Dj Nuts é uma honra. Acho que aí o projeto ganhou ainda mais força.
"Tudo foi se costurando, se tramando silenciosamente e o que eram apenas algumas horas de gravação oferecidas pelo nosso generoso amigo Bernardo Pauleira se tornaram um o trabalho em corrente de um time inter / estadual / nacional entre Rio, SP , Porto Alegre e Chicago, cidade do amigo Ibrahem que trouxe o beat do "Posse Cut"
"Em "Salve o Som", onde recebo 2 dos meus MCs favoritos para uma jam, Marcão Baixada e Nacho Garcia, o MC Bacon. Nossa amiga BB Milla empresta sua doce voz ao refrão, que criamos a 8 mãos inspirados em a Tribe Called Quest. Meu verso nessa música fecha o álbum de certa maneira, e acho que resume a vibe do projeto: eu falo um pouco da paixão pela música através da busca dos vinis e como a gente faz música em gratidão a tudo que o hip hop nos dá.
"O último ato da produção desse EP foi a criação da capa com o brother Hayala, artista e curador do blog Moro na Rua. O Hayala tem um olhar super fino e rapidinho sacou do que a gente tava falando: um lance de identidade bem própria e que fosse universalmente fresh! Um glitch no hip hop. Obrigado Man, ficou foda.
"Espero que esse texto aguce a curiosidade de quem ainda não escutou e sacie algumas questões de quem já começou a ouvir. Ainda tem muita história pra contar, vamos nos falando via anagamusic.tumblr.com"
quarta-feira, 28 de janeiro de 2015
ANAGA - CAPA E TRACKLIST
arte by moro na rua
deu no rapevolusom:
Depois de um longo hiato, “ANAGA” promete mostrar que a espera valeu e muito.
Gravado por Bernardo Pauleira, Mixado por DJ Babz e com instrumentais de: DJ Nuts, DJ Martins e Ibrahem e B. Pauleira, “Anaga” chega as ruas dia 02/02.
O rapper não está sozinho nesta empreitada, o EP conta com as participações de: Maomé (Cone Crew), Marcão Baixada, Nacho Garcia, Mileni e outros.
Mais informações no www.anagamusic.tumblr.com e no instagram do @mclapa
- – - Tracklist – - -
ANAGA
RAP : AORI
BATIDA: DJ MARTINS
INSTRUMENTOS E VOZES: BERNARDO PAULEIRA
SCRATCHES: DJ BABZ
CLIMA
RAP : AORI
BATIDA, INSTRUMENTOS E VOZES: BERNARDO PAULEIRA
SCRATCHES: DJ BABZ
LEVADAS ESQUELÉTICAS
RAP: AORI E MAOMÉ
BATIDA: DJ MARTINS
INSTRUMENTOS E VOZES: BERNARDO PAULEIRA
SCRATCHES: DJ BABZ
RITUAL NOTURNO
RAP : AORI
BATIDA, INSTRUMENTOS E VOZES: BERNARDO PAULEIRA
SCRATCHES: DJ BABZ
DISCIPLINA
RAP: AORI
BATIDA E SCRATCHES: DJ NUTS
SALVE O SOM
RAP: MARCAO BAIXADA, NACHO GARCIA, AORI
REFRAO: MILENI
BATIDA: IBRAHEM
MANHA LITERARIA
RAP: AORI
BATIDA: ??????
ANAGA RETRÔ - " DE SOL A SOL " RARA DEMO DE 2006
Hoje eu recebi esse presente, um resgate direto da era campo de concentração / L.A.P.A ... uma demo de 2006 com um beat do brother NAVE.
seria esse um embrião do ANAGA, nosso novo EP que lançaremos na próxima segunda?
eu curto ouvir minhas músicas "antigas " e nesse momento em que estamos fechando um trampo novo, esse mp3 indica que a gente tá na direcao certa.
enjoy...
terça-feira, 20 de janeiro de 2015
quinta-feira, 8 de janeiro de 2015
Assinar:
Postagens (Atom)


